interiorizar-se, ao longo, ao longe, é a chave para não sucumbir às ilusões que tentam me distrair da neutralidade.
tudo é real, mas nada é necessariamente crucial.
a verdade está em não estar, apenas observar tudo
isso contido em ser.
ser, sem distracção, é o mesmo que respirar.
manifestar-se da forma livre que veio.
essa paz que não está em nenhum desejo, essa paz que desvanece, e eu tendo a aprender
como não mentalizá-la.
ambígua se faz a linguagem do prazer.
tudo contido sem ficar comprimido pra mais ou pra menos.
acelerar o equilíbrio.
ser, sem saber que estou sendo.
sem mover e sem parar, sem pousar nem repousar.
os sentidos sou capaz de alcançar no agora.
observo o reflexo das minhas escolhas.
cada pertence que não me pertence, como o tamanho de cada casa, que ora me esvazia, ora me transborda.
cada sonho, patamar; meta, objetivo.
havia esse mesmo contentamento em estar vivo anos atrás?
não do tamanho que eu era. (qual a medida do tamanho?)
sei estar mais presente. venho aprendendo a serenidade de estar.
enxergar o cerne, apaziguar o centro.
varrer aquele único espaço de dentro que não exige nada externo.
estou caminhando, e sou muito grato.