8 de agosto de 2019

e o que o presente me ensina, é que não há desvio de caminho, senão, interiorização.
interiorizar-se, ao longo, ao longe, é a chave para não sucumbir às ilusões que tentam me distrair da neutralidade.
tudo é real, mas nada é necessariamente crucial. 
a verdade está em não estar, apenas observar tudo
isso contido em ser. 
ser, sem distracção, é o mesmo que respirar. 
manifestar-se da forma livre que veio. 
essa paz que não está em nenhum desejo, essa paz que desvanece, e eu tendo a aprender
como não mentalizá-la. 
ambígua se faz a linguagem do prazer. 
tudo contido sem ficar comprimido pra mais ou pra menos. 
acelerar o equilíbrio.
ser, sem saber que estou sendo. 
sem mover e sem parar, sem pousar nem repousar.
os sentidos sou capaz de alcançar no agora.

observo o reflexo das minhas escolhas. 
cada pertence que não me pertence, como o tamanho de cada casa, que ora me esvazia, ora me transborda.
cada sonho, patamar; meta, objetivo. 
havia esse mesmo contentamento em estar vivo anos atrás? 
não do tamanho que eu era. (qual a medida do tamanho?)
sei estar mais presente. venho aprendendo a serenidade de estar. 
enxergar o cerne, apaziguar o centro. 
varrer aquele único espaço de dentro que não exige nada externo. 
estou caminhando, e sou muito grato.