meu sangue vai indo pra terra,
interação que alimenta o espírito.
meu corpo, cansado, como que de uma longa viagem,
encontra no escuro um refúgio
um colo de útero,
um elixir;
os dias me falam através das estrelas -
sirvo ao Outro, sentindo a raiz, debaixo das minhas pernas,
estircar-se -
figurativamente e sempre
honrando as divindades que aqui habitam.
o chão como um altar,
o céu como um reflexo quintessenciado
que projeta a extensão igualitária,
entre cima e abaixo
entre as extremidades de tudo que existe.
ser plano, pleno, prumo, pluma, pena branca
pelos colorados coloridos de máculas
que arremessam as sombras frescas das árvores,
diante da minha vasta contemplação poética do Tempo-Espaço que habito,
sem nome;
sem fundura
abandonando passivamente de novo a pressa,
e estendendo a toalha na mesa dos sonhos.
panos, panelas, família, amigos, amor,
canela e outros aromas que esbarram fogueiras;
declarações, livros, canções corriqueiras -
extravasamento de atma, sattva;
sacrificar o sentido de escassez
libertar o cumprimento dessa liquidez
ao escorrer
rocha abaixo,
finito.