29 de julho de 2019

em belos rostos, desenhos perfeitos
de n maneiras
de xizes trejeitos
de diretrizes, trajetos
sequências perfeitas
que se desencadeiam
na minha estribeira quente
por retribuir
a alegria de viver
e o beijo de subir
correndo uma ladeira
atrever ao pico
da sinagoga
da serpente
víbora
existência
corriqueira
tempo sentido
anos passáveis
como passatempo da lembrança
rememorar o agradável
esquecer da dor
aquecer o pescoço com o calor
do rítmo
movimento
andar
calar
tratar
olhar
porvir
te ler
me abrir
querer
me dar
não ligar
lugar nenhum
um pouco de mim agradavelmente deslizando no vazio
buraco de concreto na parede do meu peito
assobio
vexame
penumbra
o vazio nunca vazio
o repleto nunca repleto
a certeza sempre duvidosa
o agrado desarmonioso
deus sempre pecaminoso
e o diabo sempre gentil
minha mão afaga a sua em pensamento
multidões românticas
nós honramos a anarquia
trajados de tecnologia
inseridos no invisível como gente normal
quem é diferente?
quem somos nós?
quem é agente
passivo
de rugir
diante do prazer
de se ruir
na prosa
bendita