26 de junho de 2019

desvinculo-me disso
saio
caio
procuro uma fresta

empurro a canoa mais pra cima agora
piso rente na areia quente que serpenteia
por debaixo do meu tênis

desamarro o cadarço
minto
desfaço e enrosco o fio fino que nos une ainda
em banho maria
de apelo,
lágrimas escorrem de uma pra outra
(te queria
como um louco
ainda)

onde a fome da boca era pouca
o anseio do peito me socorria
logo não sei
se te pude
dancei com o emaranhado repetidas vezes
te saí e voltei
te saí, subi, voltei
migrei
de tu pra mim
dei tudo pra mim e te deixei
aprendi a te conter sem ter que deixar-me, enfim
no caminho de te esquecer,
amadureci um tanto