dentro dos mananciais de cúrcuma
tua pele azul azeda
se declama como se fosse resumir
uma noite astuta
dentro da severidade de ser novamente
vermelho
outrora eu quis-te ameno, recruto perfeito
de observar estrelas com o âmbito petencostal
da peste fajuta: amor (discar-venenos)
nunca acreditei, mas me deixei lavar
*#"a voz daquelas menininhas"#* eu te disse
e tu retribuiu as setas desfiguradas me mostrando a cara desassosegada
(ou afobada) (ou matutina)
que tinha a sua solidão
visceral
fragrância dos destinos flácidos, embora impermanentes
a sua mão furtou a minha do silêncio adulto, sombrio
e novamente eu me sentia digno de ter o corpo dos sonhos, desatinando em percorrer caminhos
onde a sede do teu carinho
desabou lágrimas e criou
celebridades
*/"quem fora tu em outras épocas?
e eu?"/*
mas aí tu veio desmentir
por pavor (favor)
ou por coragem (deserto)
que era real, o amor virtual
e eu bem caí
do pé de juçara (parecia açaí)
e morri mas ganhei asas
imperecíveis
só que ainda não decidi
o que fazer com elas
(ainda penso em voar até você)