e vou deixando pelo solo pedaços de mim que já não me pertencem
como uma árvore vai derramando suas folhas secas pela terra
eu vou adubando o solo com meus processos internos
certamente os que passarão por essa terra, no futuro
reconhecerão, na energia desse lugar
o ar de cura, de contínua transformação
e que os processos destes sejam ainda mais elevados que os meus
que essa etapa do eu, do ego, do agora,
seja batata pros que virão
ademais, confio no tempo que me pertence e nas susceptíveis limpezas que tenho de realizar,
pela saúde da terra.
à ela me entrego, em redenção