é dia de tecer
edícula ficando cada vez mais pequena
sou eu quem cresço?
desapareço no meu quadro sinóptico
e reapareço
na exclusividade própria
será que serei mensageiro do coração, como disseram
muito já desdisse de palavras que colocaram na minha boca
estou à fim do que
sou feito
trançar de lã
na laminação do cipó
se o pôr do sol já se esguarda
a terra e a minha rebeldia, em vão
não constam no fim do dia
amanhece, e a chuva estrelada à vapor
é mínima..
do tamanho do aposento que me cabe quando estou inteiro
hoje estou escondido da rua,
tecendo a cisma
vingando a sina
honrando a criação