os despojos do vento que carrega
o plâncton,
há milênios de espera
sortilégios de esferas quadradas.
sortilégios de esferas quadradas.
tua forma, decaptada
como a minha
carrega tranças, traças, tramas, transas, traumas, transições.
carrega tranças, traças, tramas, transas, traumas, transições.
não ousas mais as mesmas danças,
contenções;
mas foge com as harmonias inventadas
guarnecidas pela mochila.
tens o segredo na semente, o sigilo da lealdade
a tolerância deturpada do destino,
e o deserto ofuscado da esperança.
tens o dom, o gesto, a palavra, o invento -
a sede de exuberância
e a fome da opacidade,
a ânsia na transgressão de um menino.
caminhas com o corpo ereto, o rosto lavado
a pele escorregadia de argila,
o tronco meio achatado.
tem fome de palavra
e é consumida pela ausência;
tem desejo de sobra
e a mais poderosa e profunda paciência.
tem fome de palavra
e é consumida pela ausência;
tem desejo de sobra
e a mais poderosa e profunda paciência.