as coisas parecem [perecem
pequenas demais
as vezes sinto um aperto no peito que beira
à um abraço do espaço que ocupo
de forma sufocante
o mais agonizante
é que não parte de mim expandir
ainda que me digam [finjam que sim
é uma tarefa coletiva amar sem medo
e morrer sem medo também
pois quanto mais o peito aperta
mais parece que o resto da musculatura relaxa como se
eu precisasse enfim soltar a dor
suspender a entrega
e abandonar-me, pra poder enxergar
que o espaço é relativo
só existe dentro dos meus anseios
só existe porque quero e não admito
não ter de forma alguma