9 de setembro de 2019

as coisas parecem [perecem
pequenas demais
as vezes sinto um aperto no peito que beira
à um abraço do espaço que ocupo
de forma sufocante

o mais agonizante
é que não parte de mim expandir 
ainda que me digam [finjam que sim

é uma tarefa coletiva amar sem medo
e morrer sem medo também

pois quanto mais o peito aperta 
mais parece que o resto da musculatura relaxa como se
eu precisasse enfim soltar a dor
suspender a entrega
e abandonar-me, pra poder enxergar
que o espaço é relativo
só existe dentro dos meus anseios
só existe porque quero e não admito
não ter de forma alguma