eu peço pra você me dar o silêncio de presente e espero
mas você não me dá
e em troca eu não consigo te dizer
nada
pois toda profundidade que desejo te dar agora
deita pra fora
das palavras
sou prazer de unha e carne
quero gozar de te pensar sem forma
suprimir o parto do poema
e não te dar luz alguma
pois és apenas sombra
da lascividade minha