17 de agosto de 2015



a beira-mar pareada
de luz pasmosa prateada
após chuva de rapina repentina
que prometia não durar nada;
e nem mentia a notoriedade do instante do dia
mais luminoso de maio.
e as conjecturas de justiça que faço na cabeça
enquanto caminho,
e rezo para que se tornem verdades
jazem agora invisíveis e flutuantes
nos arredores da praia,
nas bolsas d’água das nuvens cheias 
incapazes de contê-las, por muito mais tempo.